segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O amor (é pra mim?)

Eu, você, dois filhos e um cachorro. Uma forma de amor simplista, pouco realista, como num belo comercial de margarina. Será que isso é tudo que podemos esperar do amor? Preciso ter filhos? Preciso ter quantos filhos? Cachorro suja muito, pode ser uma tartaruga? Perguntas vazias, que nos afastam cada vez mais deste tão almejado sentimento.




Olhando ao perfil do meu Facebook me deparei com esse breve post sobre amor que fiz meses atrás. Foi o que me motivou a escrever este texto. O primeiro pensamento que tive foi de que muitas coisas aconteceram desde aquele post, o tipo de coisas que mudam seu modo de ver as coisas e principalmente de sentí-las. Muito se desfez e precisou ser refeito por aqui, fatos que posso comentar em uma próxima oportunidade. E passado tudo isso, admiro este post como quem admira um quadro numa parede, mesmo que minha ideia de amor não tenha mudado. Ao menos não muito.

Sim, pegar na mão e levar no japonês é sensacional. Mais há quem acredite que amor seja isso. Quando falo isso, quero dizer que amor é um pouco mais que horas dividindo histórias e sorrisos. Tudo isso leva ao amor, mas não é o próprio. E quanto a tudo mais daquele post, me lembro de uma frase do falecido Padre Léo, fundador da Comunidade Bethânia, na cidade de Lorena/SP:

"Amar é ensinar a caminhar
nunca carregue no colo quem já aprendeu a andar."

Essa frase me marcou muito desde que a ouvi pela primeira vez. Me remete a minha infância, onde um dia minha mãe me ensinou a andar e meu pai me ajudou a abandonar as rodinhas de minha primeira bicicleta e me equilibrar sozinho. Me faz pensar em Maria, que ao ensinar o Menino Jesus a caminhar tornou tantos milagres possíveis. E me faz pensar em cada um de nós hoje, quando esperamos que Deus nos pegue no colo a qualquer momento, enquanto Ele se faz diante de nós de mãos estendidas, esperando por nosso sim.



Ensinar a caminhar é um ato de amor. Sem dúvida. Todos nós já passamos por pessoas que nos ensinaram a dar os primeiros passos. Passos espirituais, inclusive. Assim foi no lava pés, quando Jesus nos deu o exemplo para que façamos como Ele (Jo 13, 15). E assim é e sempre será, a cada dia de nossa estadia na Terra.

Pegar na mão e levar no japonês é bom. Mas leve-a também a conhecer sua história, seus desejos, seus sonhos, quem sabe até seus defeitos. E juntos, de mãos unidas, poderão buscar o verdadeiro caminho, que é Deus, o próprio e verdadeiro Amor.

Traga um pouco mais de você para a vida daqueles com quem convive, e assim o sentimento de amor virá como consequência. Ou será recompensa? Não sei. Deus tem um jeito engraçado de agir. Espero um dia ter mais essa resposta!


2 comentários:

  1. ...o amor é interessante, pouca gente se propõe a pensar sobre o mesmo, e pouquíssimas pessoas se preocupam em só senti-lo. Porém muitos fazem uso do egoísmo travestido de amor. Penso muito sobre o Amor, mas não ouso, sequer me atrevo a tentativa de conceituá-lo... alguns antes de mim se atreveram com maestria e reparto contigo uma interessante e curta reflexão : "Nos amores deste mundo, desde Eva, ha sempre um que ama e outro que se deixa amar. Eça de Queiroz" Isso me faz pensar: "Amor não tem plural, amores? , não Amor ! Amor por si só basta. O resto é coisa nossa... Amor maior e único amor é o que vem de Deus, o Amor visto e sentido no outro que te leva a Deus. É um Amor só puro, simples e singular... são só os caminhos que são outros...

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  2. Pretendo falar sobre os tipos de amor num futuro próximo, sobre Ágape principalmente! Temos muito o que aprender sobre o amor, não tenha dúvidas.

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